palavras sublinhadas remetem ao respectivo conteúdo na wikipedia
A Gestão do Conhecimento pode ser encarado como um dos ramos da ciência mais antigos que se tem notícia. Uma primeira tentativa foi magistralmente empreendida por Aristóteles no quarto século anterior ao Fato de Cristo, ainda que de forma infusa em outras disciplinas como nos tratados de Lógica (Organom, Categoria e Analíticos) e de Física e, talvez sem o perceber, tratou disso em sua Metafísica.
Em artigo anterior neste blog explanei a respeito da forma com que a disciplina vem sendo tratada nas universidades lá nas fronteiras do conhecimento, exatamente num imaginário encontro entre a lógica pura e a filosofia do conhecimento, lá onde a ontogenia deve transparecer como fonte de inspirarão para entender a complexa manifestação cultural humana e só então começar a entender a importância da informação situada, ordenada aos fins a que se propõem: agregar valor ao ente humano, na categoria maior, limite superior, de pessoa humana. O conhecimento que se busca deve se aproximar e não se afastar da realidade, do verdadeiro, onde quer que esteja.
Infelizmente a cultura científica ainda não despertou para a magnetude que o assunto merece, continua circularizando suas ações nas multiplicidades de filigramas de linguagem, apegado a disciplinas isoladas como lingüística, antropologia, Semiótica. Está sempre muitíssimo atrás do dinâmico e competitivo serviço (delivery) de Tecnologia da Informação, com suas comunidades de compartilhamento (ainda caóticos) de informação, as tentativas de ordenamento em regras de fato e de jure, guias de boas práticas de gestão de processos e de negócios, robôs de busca semântica, e muitos outros. Enquanto não se preenche a enorme lacuna, pioneiros especulam sobre a nova realidade, a realidade virtual, ora no sentido otimista como Pierry Levy (Cibercultura, O que é realidade virtual?), ora do pessimismo pela perda de alteridade.
Uma tentativa válida de extender as (frias) regras de sintaxe ao intricado jogo do significante/significado na compreensão da realidade, foi dada pela semiótica, mas um escritor de notória erudição em Brasília me asseverou que a matéria caiu em certo ostracismo com a adoção incondicional ao estruturalismo, leia-se Marlou Ponty. é como se se quisesse desvendar os mistérios da literatura e da arte, desfazendo, por exemplo, a estrutura orgânica e coesa de um clássico em fragmentos de signos e ícones em busca de um 'padrão' comum de comunicação. Uma rápida passagem na Wikipedia é suficiente para perceber as limitações dessa disciplina. Segundo a enciclopédia livre, o saber pode ser constituído por uma dupla face: A face semiológica ou semiótica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras). A semiótica tem, assim, a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afetas. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. Porém, posteriormente, há cerca de dois ou três séculos, é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia). Os problemas concernentes à semiótica podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de F. de Saussure e C. S. Peirce , a semiótica começa a adquirir autonomia e o status de ciência."
Charles Sanders Peirce (1839 - 1914) postulou a teoria da interpretação pela tríade do sujeito: signo-objeto-interpretante ('He defined semiosis as "...action, or influence, which is, or involves, a cooperation of three subjects, such as a sign, its object, and its interpretant, this tri-relative influence not being in any way resolvable into actions between pairs.' in: "Pragmatism", Essential Peirce 2: 411; 1907). Era pragmático, então, talvez pela influência do positivismo, tinha esperança na lógica como dos mais altos ramos da ciencia do conhecimento , capaz de dar significado a toda realidade objetiva, verdadeira.
Ferdinand Saussure (1857 - 1913) é considerado o pai da lingüística. Era dualista, i.e. compreendia o mundo como duas realidades distintas entre sujeito e objeto... Rather a word is only a "signifier," i.e. the representation of something, and it must be combined in the brain with the "signified," or the thing itself, in order to form a meaning-imbued "sign." Saussure believed that dismantling signs was a real science, for in doing so we come to an empirical understanding of how humans synthesize physical stimuli into words and other abstract concepts.
A partir daí os principais seguidores da disciplina optaram pelo pragmatismo... A visão predominante pode ser resumida nos escritos de um de seus principais ícones, Umberto Eco... pensamento marcado pela visão teísta ou agnóstica...predominância das relações contratuais sobre o consenso e a representação. Desconstrução do helimorfismo... resultou no niilismo... diante da impossibilidade de conciliação...postura cínica, centrada no indivíduo (sujeito absoluto): não há mais lugar para as realidades transcendentais e então vai imperar a cultura do narcisismo e hedonismo, tão comum na cultura ocidental.
Em apresentações díspares como da turma de mestrandos da UnB (Congresso Internacional de Ciências da Computação) e proficionais do ramo (em Seminário de Ontologia na Web) percebe-se nitidamente algo em comum, a disparidade entre as disciplinas 'ortodoxas', secas, da linguagem computacional (modelo lógico-matemático) e a 'heterodoxia' típica, suave e sistêmica, diria até por vezes analógica, das ciências simbólicas humanas. Nos primeiros a busca dos controles sobre os processos, meio de domesticar e canalizar as informações, mais ou menos como os expert em patologia clínica que que dissecar (ou facetar) o corpo enfermo para obter um diagnóstico estático e depois injetar o remédio necessário. De outro tem-se o terapeuta eclético, sagaz depurador das condições internas e ambientais, suas estruturas e relações, numa visão sistêmica do sujeito e suas relações intersubjetivas (e transcedentais?), na tentativa de entender os conteúdos informacionais existentes e necessários numa sociedade em constante transformação.
Entre as duas posições, um público perplexo. Que caminho tomar? como conciliar os dois universos? Certamente o início das resposta deverá vir de uma esforço nunca suficientemente empenhado de integração das ciências exatas e humanas.
O futuro estará nas decisões tomadas hoje, então as informações que que consolidarem hoje ditaram as informações que farão fatos no amanhã.
A título de especulação tomemos os principais problemas que afligem a humanidade, quais seriam os quatro maiores problemas dos próximos 20 anos. Imaginemos os seguintes, não exaustivos mas plausíveis: crescimento demográfico desordenado, envelhecimento da humanidade, volatilidade dos capitais e distribuição de densidade informacional.
Numa suposta web semântica que intermediasse a comunicação entre duas comunidades políticas de poder decisório, como a transmissão dos conhecimentos locais, globais e pessoais se daria em momentos de paz ou de guerra?
A solução dos pragmáticos poderia vir em coisas do tipo medição dos poderes, segurança alimentar, segurança ambiental... estaria tudo esquematizado para atender o homem como animal... IRACIONAL, exatamente do homem que é a medida do que come (Feubach, uma das principais inspirações de Marx), nada mais que isso!
Em contraposição ao estruturalismo oporia o personalismo cristão...
Ser pessoa é por analogia, ser partícipe da divindade, o ser por excelência, verbo, ato puro.
#texto em construção, opiniões inteligentes serão bem vindas!#
A Gestão do Conhecimento pode ser encarado como um dos ramos da ciência mais antigos que se tem notícia. Uma primeira tentativa foi magistralmente empreendida por Aristóteles no quarto século anterior ao Fato de Cristo, ainda que de forma infusa em outras disciplinas como nos tratados de Lógica (Organom, Categoria e Analíticos) e de Física e, talvez sem o perceber, tratou disso em sua Metafísica.
Em artigo anterior neste blog explanei a respeito da forma com que a disciplina vem sendo tratada nas universidades lá nas fronteiras do conhecimento, exatamente num imaginário encontro entre a lógica pura e a filosofia do conhecimento, lá onde a ontogenia deve transparecer como fonte de inspirarão para entender a complexa manifestação cultural humana e só então começar a entender a importância da informação situada, ordenada aos fins a que se propõem: agregar valor ao ente humano, na categoria maior, limite superior, de pessoa humana. O conhecimento que se busca deve se aproximar e não se afastar da realidade, do verdadeiro, onde quer que esteja.
Infelizmente a cultura científica ainda não despertou para a magnetude que o assunto merece, continua circularizando suas ações nas multiplicidades de filigramas de linguagem, apegado a disciplinas isoladas como lingüística, antropologia, Semiótica. Está sempre muitíssimo atrás do dinâmico e competitivo serviço (delivery) de Tecnologia da Informação, com suas comunidades de compartilhamento (ainda caóticos) de informação, as tentativas de ordenamento em regras de fato e de jure, guias de boas práticas de gestão de processos e de negócios, robôs de busca semântica, e muitos outros. Enquanto não se preenche a enorme lacuna, pioneiros especulam sobre a nova realidade, a realidade virtual, ora no sentido otimista como Pierry Levy (Cibercultura, O que é realidade virtual?), ora do pessimismo pela perda de alteridade.
Uma tentativa válida de extender as (frias) regras de sintaxe ao intricado jogo do significante/significado na compreensão da realidade, foi dada pela semiótica, mas um escritor de notória erudição em Brasília me asseverou que a matéria caiu em certo ostracismo com a adoção incondicional ao estruturalismo, leia-se Marlou Ponty. é como se se quisesse desvendar os mistérios da literatura e da arte, desfazendo, por exemplo, a estrutura orgânica e coesa de um clássico em fragmentos de signos e ícones em busca de um 'padrão' comum de comunicação. Uma rápida passagem na Wikipedia é suficiente para perceber as limitações dessa disciplina. Segundo a enciclopédia livre, o saber pode ser constituído por uma dupla face: A face semiológica ou semiótica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras). A semiótica tem, assim, a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afetas. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. Porém, posteriormente, há cerca de dois ou três séculos, é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia). Os problemas concernentes à semiótica podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de F. de Saussure e C. S. Peirce , a semiótica começa a adquirir autonomia e o status de ciência."
Charles Sanders Peirce (1839 - 1914) postulou a teoria da interpretação pela tríade do sujeito: signo-objeto-interpretante ('He defined semiosis as "...action, or influence, which is, or involves, a cooperation of three subjects, such as a sign, its object, and its interpretant, this tri-relative influence not being in any way resolvable into actions between pairs.' in: "Pragmatism", Essential Peirce 2: 411; 1907). Era pragmático, então, talvez pela influência do positivismo, tinha esperança na lógica como dos mais altos ramos da ciencia do conhecimento , capaz de dar significado a toda realidade objetiva, verdadeira.
Ferdinand Saussure (1857 - 1913) é considerado o pai da lingüística. Era dualista, i.e. compreendia o mundo como duas realidades distintas entre sujeito e objeto... Rather a word is only a "signifier," i.e. the representation of something, and it must be combined in the brain with the "signified," or the thing itself, in order to form a meaning-imbued "sign." Saussure believed that dismantling signs was a real science, for in doing so we come to an empirical understanding of how humans synthesize physical stimuli into words and other abstract concepts.
A partir daí os principais seguidores da disciplina optaram pelo pragmatismo... A visão predominante pode ser resumida nos escritos de um de seus principais ícones, Umberto Eco... pensamento marcado pela visão teísta ou agnóstica...predominância das relações contratuais sobre o consenso e a representação. Desconstrução do helimorfismo... resultou no niilismo... diante da impossibilidade de conciliação...postura cínica, centrada no indivíduo (sujeito absoluto): não há mais lugar para as realidades transcendentais e então vai imperar a cultura do narcisismo e hedonismo, tão comum na cultura ocidental.
Em apresentações díspares como da turma de mestrandos da UnB (Congresso Internacional de Ciências da Computação) e proficionais do ramo (em Seminário de Ontologia na Web) percebe-se nitidamente algo em comum, a disparidade entre as disciplinas 'ortodoxas', secas, da linguagem computacional (modelo lógico-matemático) e a 'heterodoxia' típica, suave e sistêmica, diria até por vezes analógica, das ciências simbólicas humanas. Nos primeiros a busca dos controles sobre os processos, meio de domesticar e canalizar as informações, mais ou menos como os expert em patologia clínica que que dissecar (ou facetar) o corpo enfermo para obter um diagnóstico estático e depois injetar o remédio necessário. De outro tem-se o terapeuta eclético, sagaz depurador das condições internas e ambientais, suas estruturas e relações, numa visão sistêmica do sujeito e suas relações intersubjetivas (e transcedentais?), na tentativa de entender os conteúdos informacionais existentes e necessários numa sociedade em constante transformação.
Entre as duas posições, um público perplexo. Que caminho tomar? como conciliar os dois universos? Certamente o início das resposta deverá vir de uma esforço nunca suficientemente empenhado de integração das ciências exatas e humanas.
O futuro estará nas decisões tomadas hoje, então as informações que que consolidarem hoje ditaram as informações que farão fatos no amanhã.
A título de especulação tomemos os principais problemas que afligem a humanidade, quais seriam os quatro maiores problemas dos próximos 20 anos. Imaginemos os seguintes, não exaustivos mas plausíveis: crescimento demográfico desordenado, envelhecimento da humanidade, volatilidade dos capitais e distribuição de densidade informacional.
Numa suposta web semântica que intermediasse a comunicação entre duas comunidades políticas de poder decisório, como a transmissão dos conhecimentos locais, globais e pessoais se daria em momentos de paz ou de guerra?
A solução dos pragmáticos poderia vir em coisas do tipo medição dos poderes, segurança alimentar, segurança ambiental... estaria tudo esquematizado para atender o homem como animal... IRACIONAL, exatamente do homem que é a medida do que come (Feubach, uma das principais inspirações de Marx), nada mais que isso!
Em contraposição ao estruturalismo oporia o personalismo cristão...
Ser pessoa é por analogia, ser partícipe da divindade, o ser por excelência, verbo, ato puro.
#texto em construção, opiniões inteligentes serão bem vindas!#