Sunday, April 06, 2008

Ontologia como princípio ordenador para a Gestão do Conhecimento - uma proposta para pensar a web em base filosófica autêntica! (2)

palavras sublinhadas remetem ao respectivo conteúdo na wikipedia

A
Gestão do Conhecimento pode ser encarado como um dos ramos da ciência mais antigos que se tem notícia. Uma primeira tentativa foi magistralmente empreendida por Aristóteles no quarto século anterior ao Fato de Cristo, ainda que de forma infusa em outras disciplinas como nos tratados de Lógica (Organom, Categoria e Analíticos) e de Física e, talvez sem o perceber, tratou disso em sua Metafísica.

Em artigo anterior neste blog explanei a respeito da forma com que a disciplina vem sendo tratada nas universidades lá nas fronteiras do conhecimento, exatamente num imaginário encontro entre a lógica pura e a filosofia do conhecimento, lá onde a ontogenia deve transparecer como fonte de inspirarão para entender a complexa manifestação cultural humana e só então começar a entender a importância da informação situada, ordenada aos fins a que se propõem: agregar valor ao ente humano, na categoria maior, limite superior, de pessoa humana. O conhecimento que se busca deve se aproximar e não se afastar da realidade, do verdadeiro, onde quer que esteja.

Infelizmente a cultura científica ainda não despertou para a magnetude que o assunto merece, continua circularizando suas ações nas multiplicidades de filigramas de linguagem, apegado a disciplinas isoladas como lingüística, antropologia, Semiótica. Está sempre muitíssimo atrás do dinâmico e competitivo serviço (delivery) de Tecnologia da Informação, com suas comunidades de compartilhamento (ainda caóticos) de informação, as tentativas de ordenamento em regras de fato e de jure, guias de boas práticas de gestão de processos e de negócios, robôs de busca semântica, e muitos outros. Enquanto não se preenche a enorme lacuna, pioneiros especulam sobre a nova realidade, a realidade virtual, ora no sentido otimista como Pierry Levy (Cibercultura, O que é realidade virtual?), ora do pessimismo pela perda de alteridade.

Uma tentativa válida de extender as (frias) regras de sintaxe ao intricado jogo do significante/significado na compreensão da realidade, foi dada pela semiótica, mas um escritor de notória erudição em Brasília me asseverou que a matéria caiu em certo ostracismo com a adoção incondicional ao estruturalismo, leia-se Marlou Ponty. é como se se quisesse desvendar os mistérios da literatura e da arte, desfazendo, por exemplo, a estrutura orgânica e coesa de um clássico em fragmentos de signos e ícones em busca de um 'padrão' comum de comunicação. Uma rápida passagem na Wikipedia é suficiente para perceber as limitações dessa disciplina. Segundo a enciclopédia livre, o saber pode ser constituído por uma dupla face: A face semiológica ou semiótica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras). A semiótica tem, assim, a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afetas. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. Porém, posteriormente, há cerca de dois ou três séculos, é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia). Os problemas concernentes à semiótica podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de F. de Saussure e C. S. Peirce , a semiótica começa a adquirir autonomia e o status de ciência."

Charles Sanders Peirce (1839 - 1914) postulou a teoria da interpretação pela tríade do sujeito: signo-objeto-interpretante ('He defined semiosis as "...action, or influence, which is, or involves, a cooperation of three subjects, such as a sign, its object, and its interpretant, this tri-relative influence not being in any way resolvable into actions between pairs.' in: "Pragmatism", Essential Peirce 2: 411; 1907). Era pragmático, então, talvez pela influência do positivismo, tinha esperança na lógica como dos mais altos ramos da ciencia do conhecimento , capaz de dar significado a toda realidade objetiva, verdadeira.

Ferdinand Saussure (1857 - 1913) é considerado o pai da lingüística. Era dualista, i.e. compreendia o mundo como duas realidades distintas entre sujeito e objeto... Rather a word is only a "signifier," i.e. the representation of something, and it must be combined in the brain with the "signified," or the thing itself, in order to form a meaning-imbued "sign." Saussure believed that dismantling signs was a real science, for in doing so we come to an empirical understanding of how humans synthesize physical stimuli into words and other abstract concepts.

A partir daí os principais seguidores da disciplina optaram pelo pragmatismo... A visão predominante pode ser resumida nos escritos de um de seus principais ícones, Umberto Eco... pensamento marcado pela visão teísta ou agnóstica...predominância das relações contratuais sobre o consenso e a representação. Desconstrução do helimorfismo... resultou no niilismo... diante da impossibilidade de conciliação...postura cínica, centrada no indivíduo (sujeito absoluto): não há mais lugar para as realidades transcendentais e então vai imperar a cultura do narcisismo e hedonismo, tão comum na cultura ocidental.

Em apresentações díspares como da turma de mestrandos da UnB (Congresso Internacional de Ciências da Computação) e proficionais do ramo (em Seminário de Ontologia na Web) percebe-se nitidamente algo em comum, a disparidade entre as disciplinas 'ortodoxas', secas, da linguagem computacional (modelo lógico-matemático) e a 'heterodoxia' típica, suave e sistêmica, diria até por vezes analógica, das ciências simbólicas humanas. Nos primeiros a busca dos controles sobre os processos, meio de domesticar e canalizar as informações, mais ou menos como os expert em patologia clínica que que dissecar (ou facetar) o corpo enfermo para obter um diagnóstico estático e depois injetar o remédio necessário. De outro tem-se o terapeuta eclético, sagaz depurador das condições internas e ambientais, suas estruturas e relações, numa visão sistêmica do sujeito e suas relações intersubjetivas (e transcedentais?), na tentativa de entender os conteúdos informacionais existentes e necessários numa sociedade em constante transformação.

Entre as duas posições, um público perplexo. Que caminho tomar? como conciliar os dois universos? Certamente o início das resposta deverá vir de uma esforço nunca suficientemente empenhado de integração das ciências exatas e humanas.

O futuro estará nas decisões tomadas hoje, então as informações que que consolidarem hoje ditaram as informações que farão fatos no amanhã.

A título de especulação tomemos os principais problemas que afligem a humanidade, quais seriam os quatro maiores problemas dos próximos 20 anos. Imaginemos os seguintes, não exaustivos mas plausíveis: crescimento demográfico desordenado, envelhecimento da humanidade, volatilidade dos capitais e distribuição de densidade informacional.

Numa suposta web semântica que intermediasse a comunicação entre duas comunidades políticas de poder decisório, como a transmissão dos conhecimentos locais, globais e pessoais se daria em momentos de paz ou de guerra?

A solução dos pragmáticos poderia vir em coisas do tipo medição dos poderes, segurança alimentar, segurança ambiental... estaria tudo esquematizado para atender o homem como animal... IRACIONAL, exatamente do homem que é a medida do que come (Feubach, uma das principais inspirações de Marx), nada mais que isso!

Em contraposição ao estruturalismo oporia o personalismo cristão...

Ser pessoa é por analogia, ser partícipe da divindade, o ser por excelência, verbo, ato puro.

#texto em construção, opiniões inteligentes serão bem vindas!#



Saturday, March 29, 2008

Ontologia como princípio ordenador para a Gestão do Conhecimento - uma proposta para pensar a web em base filosófica autêntica! (1)

"A ontologia faz o nexo entre o ente e o logos no sentido de espírito. Ontológico é o termo que indica o ser como tal em sua coincidência com a verdade, uma vez que esta é o ser em seu logos. Já ôntico é o termo que designa o ente como uma determinação do ser e de seu logos, i.e., em sua diferença do ser" (Molinaro 2000).

Passou-se a fase de encantamento com a capacidade meramente operacional da Tecnologia da Informação do final do século moribundo: do fazer eficiente como sinônimo de simplesmente executar "qualquer coisa", mas com extrema rapidez. Com a web 2.0, é chegado o momento de entramos definitivamente para era do conhecimento "verdadeiro", mais autêntico, de qualidade, penetrando no significado de todas as coisas, físicas e aquém física. Será preciso coragem e determinação, a começar pela delimitação do domínio da verdade, sem a escusa cínica de Pilatos.

Repassando as teses sobre ontologia publicadas pelo Departamento de Computação da Unb observei tendência de se buscar a origem do termo como explicação para o entendimento da linguagem humana, o que o homem quer expressar em sua vivência, suas necessidades e desejos e, a partir daí, a tentativa de interpretar os diversos significados de um conhecimento ou dado em termos lógicos, se possível lógico-matemáticos, para então estruturá-los num algoritmo computacional que fosse capaz de codificar e transmitir as informações na medida exata do que o usuário-manda-chuva necessite. Seria o sonho do almejado entendimento final entre todo webmaster corporativo e o seu cliente final, seja este um gestor executivo, o diretor de uma escola ou simples usuário pessoal.

Informação "de qualidade" obviamente é dificílimo de definir, pressupõem outros requisitos ou valores, um conteúdo de formação. Formação no sentido de agregar valores a pessoas exatamente como elas são, pessoas, seres. Implica no entendimento do ser em sua totalidade, o ser e o ente, e daí a ontologia. Campo próprio da metafísica. O dado "bruto" deve ser processado, avaliado, contextualizado para só então virar informação. Ora se o homem é um ser cultural, racional, que vive do conhecimento que ele mesmo gera e é gerado, forma e é formado, então não há como se falar de informação senão como informação para o ser, em sua unidade e diferença, objeto da metafísica.

Não seria este o caminho natural de pesquisa? Entretanto os caminhos escolhidos tem sido bem diversos, mais para o ceticismo, quando muito um racionalismo auto-suficiente, destituído de valores, muito menos das noções de transcedentais de Aristóteles. A solução buscada parte do princípio (talvez pragmaticamente plausível mas filosoficamente duvidoso) da falseabilidade de Propper, uma visão positivista que coloca a ciência no seu devido lugar (com suas limitações) mas não delineia avanços concretos

Para não cair no vazio das eternas lacunas do saber, a tese do Sr. Ribeiro (sobre a aplicabilidade de ontologias para o desenvolvimento de softwares, UnB, 1996), por exemplo, optou pelo evolucionismo. O mestrando em ciencias da computação optou por esta solução como a forma mais dsatisfatória de sair do impasse gerado entre o que ele considerou as duas principais correntes da filosofia críticas para compreensão da "verdade": relativismo e o "fundacionismo". Sem entrar no mérito caríssimo da evolução biológica darwiniana - vez que levado pelo paradigma do criticismo-cientificista-dogmático e daí ao lamentável confronto impróprio entre razão e fé, pareceria uma solução satisfatória, não fosse o equívoco gerado pela noção de verdade. O termo fundacionismo , muito utilizado na tese, não foi muito feliz. Pode levar-nos à associação leviana com o fundamentalismo - conforme alardeado pela grande mídia inconsequente, vinculando-a com a radicalidade estúpida dos xiitas ou a crendice ingênua criacionistas americanos. Talvez o termo pudesse ser melhor traduzido em heli-morfismo (conceito de Molinaro), que representa nada menos que de toda a doutrina clássica desde Platão e Aristóteles até Tomaz de Aquino e Hegel, enfim, da própria metafísica.

Por ironia do destino, o termo (heli = sol) que remete ao centro do universo presupõem uma filosofia centrada num núcleo original único e irradiante, justamente o sonhado por Copérnico, autor da lei heliocêntrica do universo, e defendido por Galileu. Mas hoje o que se vê não é mais uma filosofia mas incontáveis doutrinas fragmentárias que desembocam no relativismo caótico. Em vez de conhecimento prevalece a doxa, mera opinião.

A referida tese naturalmente exerce apenas um exercício despretensioso, nas palavras do autor, no capítulo em que resume a base histórico-filosófica do conhecimento e da ontologia. Mas o que se depreende das linhas de pesquisa acadêmica é a preponderância por compreender o conhecimento em termos meramente lógicos, se possível lógico-matemáticos, daí a preferência , por exemplo, na área da linguística e da antropologia, por autores relevantes mas francamente naturalistas, como Marlou-Ponty ou Lévy-Strauss. Pode ser um caminho menos difícil mas certamente oposto ao que vemos propondo vez que despersonaliza o homem, descontextualizando-o de sua cultura (e muito menos seus feitos).

O que propomos é o reavivamento do sentido teleológico da filosofia clássica, particularmente a tradição iniciada por Aristóteles, o grande sistematizador do conhecimento, precursor do método científico e também idealizador da tradição da metafísica iniciada como logos platônico. Mas isso é assunto para outros páginas mais.



Sunday, February 10, 2008

Disseminando conhecimento na rua: como levar cultura aos PDAs (pocket book)

Sites especializados fornecem canais de assinatura para PDAs


A web fornece diversas opções de canais de assinatura para os pequenos aparelhos portáteis, chamados PDAs ou palmtops. Tenho um modelo relativamente simples, dos mais baratos, o Palm Tungstein E2 que roda o sistema operacional "clássico" OS 5, proprietário da Palm. Apesar de sua simplicidade tecnológica, roda a menos de 100 Mz, o aparelhino vem dano conta do recado - e boto quente nos recursos. Destaco aqui, na proposta deste blog cultural e cibernético, as possíveis soluções de integração homem-PC-PDA, especialmente a possibilidade de navegação offline de um portátil, a custo zero.

Experimentei o Avant Go, que descobri no site da BBC. Este serviço permite, após cadastro no site e instalação de software próprio, fazer assinatura de varios canais em assuntos como informática, notícias, esporte e outros. Uma vez marcada as suas opções,
faz-se a tranferência em bloco de todo o conteúdo das páginas, atualizadas desde a última sincronização feita. A sincronização pode ser diária, semanal ou por sincronização realizada. E pronto! pode navegar calmamente no palm onde estiver, sem a paranoia dos kiloreais/minuto de custo das ligações via Embratel (ou celular).

Pena que parecem haver poquíssimas opções culturais internacionais e menos ainda no Brasil em tempos de governo hiper popular. Se alguem souber, comunique-nos!

Em tempo, é possível manter um enorme banco de textos (de qualidade!), livros e até enciclopédias no aparelhinho, agrupados por assunto e manuseados de diversas formas, ao gosto do usuário e conforme sua disposição, com tamanho da letra, alinhamento vertical ou horizontal (retrato e paisagem), cor de fundo, etc. Dos tres leitores (e-readers) que instalei, o mais legal foi o da Mobipocket que permite realçar e listar separadamente fragmentos do texto, configurar botões de atalho (de utilidade maior do que se imagina!) e até manusear figuras, a partir de textos em pdf, html, word e muitos outros. Por incrível que pareça o aplicativo consegue arrumar tudo numa telinha diminuta. Já pegui artigos cientificos do Cirello, manuais, legislações, a biblia inteira, a constituição, livros inteiros de clássico com Hegel e muitíssimos outros mais.

Em vez de ouvir rap em MP3 na rua porque não apreciar uma boa leitura!

Fevereiro/2008

Sunday, May 06, 2007

Cultura cibernética: os desafios da convergência de informação do paradigma atômico, alienante, ao ôntico, emancipador


Sabemos que muito da tecnologia da informação de que dispomos foi fruto de estudos da Defesa Militar americana, de certa feita oriundos de uma lógica positivista, atomizada, que reflete uma visão de mundo sectária, em constante atrito, direcionando a força das mentes mais geniais para uma ordem de combate. Assim surgiu a internet, fundamentada em sua incrível capacidade de descentralização de envio de pacotes de bits, e continua seus desdobramentos no concorridíssimo mercado de softwares, blogs, videblogs, da Web 2.0. Entrementes, por traz das grandes disputas tecnológicas enaltecidas pela gana de exposição da mídia global, corre interesantíssimos empreendimentos no estudo, desenvolvimento e consolidação da gestão da informação, numa rede de relacionamentos e esforços de padronização e integração de linguagens inédita entre todos os povos do planeta.

Palavras como socialbookmarking, podcasts, compartilhamento interativo, hipertexto, hipermídia, e-learning, a busca de uma semântica universal de documentos da web, mostram parte da perspectiva de busca por confluência de informações e porque não de saberes. Nesse caso temos um exemplo de esforços herculano na tentativa de integrar a babel de linguagens, protocolos e procedimentos em todos os níveis de tecnologia da informação.

Ocorre que as informações pontuais, digitais são, diria pitágoras, como os números discretos, muito úteis mas que por si não dizem nada, a beleza da matemática está na dimensão do continum, na continuidade infinitesimal dos números. O saber analógico, dialógico, vai muito além, é a verdadeira fonte de saber que perpetua e engrandece as civilizações. Entre a troca de dados brutos e a consecução da comunicação efetiva entre dois interlocutores interessados ou uma comunidade dada há um colossal distância a ser percorrida.

As últimas pesquisas na robótica “inteligente” de busca, a linguagem de programação por objetos ou os acordos na padronização de documentos em Xml e outros (padrões de formatação e conteúdo estruturados), estão sendo integrados numa estrutura de processamento, tratamento e compartilhamento de dados baseado em camadas conforme o nível de detalhamento da informação, desde o mais bruto, o mais próximo do hardware, até o mais elevado, o mais próximo possível da linguagem humana. Novas camadas poderão ser agregadas com menor dependência da estrutura tecnológica, liberando o esforço de integração para o que interessa: a convergência de dados estanques, metadados e finalmente as informações de interesse nos mais diferentes ramos do saber.

Algo semelhante, talvez ainda em seus primórdios esta sendo experimentado na web 2.0, em sites de serviços que oferecem aplicativos e soluções em Gestão da Informação de forma integrada, como por exemplo, a junção de blogs e diferentes fontes de mídias em uma base centralizada e interativa, através de consultas ad hoc a bases de informações indexadas e convalidadas a priori, que poderia evoluir para a formação de um verdadeiro consultor on demand no tratamento de problemas lógicos e mesmo metafísicos, dirimindo equívocos, ambigüidades, sofismas, tão em voga na pseudo inteligência moderna hodierna. Tais avanços, aliados aos direcionamentos iniciais do entendimento da linguagem humana promovida pelos filósofos e filólogos da linguagem (eg. Witggestein), podem ser um primeiro passo para a busca do verdadeiro diálogo entre as diversas disciplinas da ciência e mesmo de outros magistérios.

Mas a fonte primeira do saber, amálgama da união entre os povos, continuará a ser dada pela perspectiva última da realidade do ser. Saber verdadeiramente analógico porque a linguagem busca expressar as facetas da realidade sem nunca abarcá-la totalmente. Sem deixar de contribuir cada vez mais para a compreensão de um ser que não é nem unívoco nem equívoco em relação ao Ser, mas analógico (Aristóteles), na medida em que se assemelha e participa da ontogenia do Ser Uno e Trino, sem sê-lo (Maritain).

Para Ratzinger a formação do eu autêntico se dá com a abertura da comunicação dialógica do eu, imperfeito, com a perfeição do tu, que é também a Palavra vivida, de amor – o Verbo em ação, em nossa existência. Para Lévy, essa vivência é a atualização, processo de concretização do potencial latente no ser, que insiste e existe no virtual, em resolução dos problemas, que subsistem e acontecem, no mundo. Toda a vivência-experiência humana poderia estar sendo incorporada em sucessivas camadas de saber, conforme o grau de saber agregado, até a formação de uma como que esfera de saber, de uma blogosfera (saberes instrumentalizados) até a noosfera (pensamento). Não estaríamos então contribuindo, espiritual e logicamente falando, para a formação de uma espiral virtuosa entre virtual e atual rumo ao ansiado ponto ômega de Cristo?

Tendo como instrumental a tecnologia, a cibertécnica pode evoluir, com ocorre com toda tecnociência, para o bem ou para o mal. De um lado, na visão pessimista de um George Orwell, para o individualismo alienante e então, ao controle totalitário dos indivíduos. De outro, muito pelo contrário, para a unificação dos diálogos interdisciplinares, numa visão holística integrativa, sem fronteiras, das realidades virtuais, bem ao estilo de Lévy, contribuindo para uma cultura mais e mais harmoniosa e elucidativa, evoluindo até a conformação de todo o potencial ôntico da humanidade, numa noosfera, conforme a cosmovisão de Teilhard Chardin. O Homem vai selar o seu destino

Brasília, 6 de maio de 2007.

para http://cibercultura21.blogspot.com/

Saturday, April 14, 2007

Leonardo Boff erra mais uma vez em temer conseqüências da visita do papa ao Brasil

Boff se equivoca de novo em sua ideologia. Confunde a evidente necessidade renovação do anúncio do evangelho do mundo atual com a efêmera mutabilidade dos saberes da modernidade. Pelo contrário, Bento XVI demonstra sabedoria ao manter o conjunto orgânico e sólido dos saberes místicos e religiosos que remontam aos clássicos gregos e a sabedoria dos escolásticos e de São Tomaz de Aquino. Deus não precisa de nossa fé, e que mantem fidelidade dos católicos remanescentes é justamente a sã doutrina da fé comunicada por Jesus e vivida pela igreja aplicada a realidade e a dignidade da pessoa independente das culturas e circunstâncias políticas. Por acaso os ex católicos estão buscando alguma seita secularizante, politizada?...

O que Cristo espera de nós são exemplos autênticos de fé para nossa própria felicidade, que se é uma vida o que se busca é justamente a



Teólogo teme conseqüências da visita do papa ao Brasil - Jornal da Mídia

Teólogo teme conseqüências da visita do papa ao Brasil
  • AGÊNCIA LUSA
  • Sábado, 14/04/2007 - 17:29


    "Todos estamos ansiosos para saber qual será a mensagem central do novo papa", afirmou à Agência Lusa o teólogo brasileiro Leonardo Boff, autor da Teologia da Libertação, doutrina que mistura marxismo e catolicismo.

    "Tememos que o discurso (do papa) enquadre a vitalidade da Igreja em suas bases, no sentido de que a Igreja se construa para dentro de si mesma, reforçando seu caráter institucional", disse.

    Boff salientou que esse tipo de discurso não conseguirá "fazer frente à emigração anual de milhares de católicos rumo a igrejas carismáticas populares", um dos principais desafios do catolicismo no Brasil.

    O teólogo defende a aproximação do discurso da Igreja Católica "da vida do povo, deixando que o povo, dentro da Igreja, se organize para celebrar Deus como gosta e sabe fazer".

    "Caso contrário, a Igreja continuará a perder mais e mais fiéis por culpa dela mesma, da sua inflexibilidade e incapacidade de se renovar", acrescentou.

    Boff sustenta que o atual discurso da Igreja, "com sua hierarquia e sua gama de verdades dogmáticas", é uma das razões que a leva a instituição a perder fiéis no mundo inteiro, sobretudo no Brasil.

    "Caso o papa venha como um pastor, sua visita seria um apelo para que as igrejas continuem a articular fé com vida, evangelho com justiça social, mística com política e redenção com libertação integral", defende.

    Friday, January 05, 2007

    Eis o pesadelo americano!



    fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/






    Monday, October 02, 2006

    Web 2.0 - Correio Braziliense

    Seja 2.0 você também O Correio testou 14 sites considerados os mais importantes da “nova internet”. Com eles, é possível editar textos, ouvir música, enviar fotos, acessar seu desktop de qualquer lugarDa redaçãoMarcelo Ferreira/CB - 24/8/06Para o designer Márcio Pereira, os sites Gmail, Wikipedia e Orkut são os mais importantes da nova geração O designer Márcio Pereira, morador da Asa Sul, descobriu que é vidrado em Web 2.0, mesmo não concordando com essa denominação. “Não acredito que seja uma revolução da internet. Está mais para evolução. As coisas vão convergindo e os responsáveis pelo desenvolvimento percebem cada vez mais que o que importa é a informação”, declara o fã confesso do Flickr. “Estou até pensando em desativar meu fotolog, o que seria impensável”. E não foi só a nova geração de sites para fotografias digitais que o convenceu. “Hoje uso o Furl (http://www.furl.net), para guardar meus favoritos. Assim, quando estou na rua e preciso lembrar de uma página, é só entrar lá”.Na opinião de Márcio, os sites mais importantes são o Gmail, o Wikipedia e o Orkut. “O Gmail é como geladeira: depois que se tem uma, ninguém lembra como era antes. Até deixei de usar programas de e-mail”. Com relação à Wikipedia, o designer ressalta que “não é fã”, mas reconhece que é muito útil na hora de fazer pesquisas. Já o site de relacionamentos, Orkut, Márcio é incisivo: “Ele faz parte da minha vida”.Para quem ainda não entrou na Web 2.0, o Correio visitou os endereços mais badalados e selecionou os principais. Confira abaixo:AvaliaçãoDESKTOP ONLINEPapel de parede, ícones, arquivos, tudo num ambiente virtual, para ser aberto em qualquer lugar. Junta uma série de funcionalidades que estão divididas em vários sites e se comporta como a tela do seu computador. Esse é o Goowy (www.goovy.com). Tem espaço para 2 gigas na caixa de e-mail e mais um para arquivos, como as MP3 que pode fazer upload e ouvir de lá mesmo. Ainda pode usar o IM (instante Messenger) acoplado, ver seus RSS e notícias escolhidas. Outro diferencial é a diversidade de joguinhos. Outra opção: Eyeos (www.eyeos.org)CENTRAL 2.0Mais uma genial inovação nos sites da geração 2.0, o Netvibes (www.netvibes.com) reúne numa única página tudo que quer saber sem precisar acessar vários sites. Previsão do tempo, as manchetes do dia, sites de busca e os e-mails que chegar no Gmail. Tudo sem trocar de endereço. Outra opção: Pageflakes (www.pageflakes.com)FOTOSMuitas fotos. É o que rola no Flickr (www.flickr.com). Substituto natural para o famoso fotolog.com, possibilita o upload de 20 MB de fotos por mês. Na hora em que manda as imagens para o site, decide se elas são só para você, disponíveis para amigos e/ou familiares ou públicas, quando qualquer um pode ver. Outra opção: Zoomr (beta.zooomr.com)EDITOR DE TEXTOCom o Think Free (www.thinkfree.com) você cria textos, planilhas e apresentações na própria web, sem precisar instalar nada. Você pode editar de forma simples ou usar o método mais poderoso, que cria documentos próximos aos do Office da Microsoft. E ainda ganha de lambuja uma capacidade de armazenamento de um giga. Outras vantagens são poder compartilhar seus arquivos com um amigo, por exemplo, sem precisar enviá-lo, e inserir fotos nos seus trabalhos direto do Flickr.Outra opção: Writely (www.writely.com)MÚSICAO desafio de Pandora (que segundo a mitologia grega herdou de Apolo o talento musical) é estampado na página inicial: deixe a gente encontrar para você mais música que você gosta. Os músicos brasileiros estão disponíveis aos poucos, mas ainda não se encontra muita coisa em português por lá. Fazendo um rápido cadastro você pode ter suas rádios sempre gravadas e acessá-las num clique. Outra opção: Yahoo! Music (music.yahoo.com)MESSENGERO Meebo (www.meebo.com) é um site potente. Serve como conversador e permite o login do usuário em diversas redes concorrentes. Assim, na mesma lista de contatos se pode falar com quem está usando MSN, Jabber, ICQ ou Google Talk. E para quem não quer preencher um formulário para cada conta toda vez, pode cadastrar e armazenar todos os dados. Daí é só entrar e teclar. Outra opção: E-Messenger (www.e-messenger.net)LEIA O QUE EU LEIOEsse é um dos lemas no site pioneiro em armazenar bookmarks, ou sites favoritos, Del.icio.us (http://del.icio.us). Na página inicial ele anuncia quais as funcionalidades do serviço que oferece: mantenha, compartilhe e descubra. Lá, cadastrando-se, é possível guardar os endereços da internet que lhe interessa, e assim vão estar acessíveis de qualquer lugar. Outra opção: Furl (www.furl.net)Novas tecnologiasInternet/ReproduçãoPágina incial do Yahoo em 1996: principal portal da épocaInternet/ReproduçãoO site, em 2005: ainda longe da web 2.0Internet/ReproduçãoVersão 2006: mobilidade e novas funções chegaram tarde Com a Web 2.0, a concorrência no mundo virtual mudou — e muito. O Google se tornou grande a partir do site de busca, quando derrubou gigantes à época na área, como o Altavista (www.altavista.com). Depois não parou de crescer em direção às novas tecnologias. Os e-mails foram a primeira área a ser tomada. Em pleno dia da mentira, 1º de abril de 2004, enquanto o maior servidor de e-mails gratuitos, o Hotmail, oferecia 6 MB de capacidade de armazenamento, o Gmail chega oferecendo 1 GB de caixa e a proposta de não se apagar mais nenhuma mensagem. A solução era usar o método de busca da empresa para achar o que se quer.Todos os grandes do mercado confiaram por tempo demais nas previsões que sugeriam a data do lançamento do novo serviço. Mas mesmo assim o Gmail cresceu, embora não estivesse disponível para qualquer um. Estava criado um novo padrão de qualidade na internet. E o Google não parou por aí. Continua lançando produtos como o Gtalk, que é integrado ao e-mail e vem para combater o MSN Messenger e o Yahoo Messenger, ou o Google Maps, que permite ao internauta encontrar sua casa, ou outro endereço por imagens de satélite. E isto tudo sem depender da máquina do usuário. Tudo por conta dos servidores remotos.Com tanta desenvoltura da concorrência e com o surgimento de vários outros serviços hábeis que foram inutilizando os antigos, mais estáticos, a luz vermelha foi acendida na empresa de Bill Gates e no Yahoo. A Microsoft vem correndo para substituir os serviços que disponibilizava pelo site MSN pelos da linha Live, todos 2.0. O Hotmail, que cobrava por caixa de 200 MB, passou a disponibilizar 2 GB também. O portal da empresa que pode ser considerada o Google de anos atrás só agora ganha sua cara feita com as novas tecnologias.E como tempo é dinheiro e, no mundo mais veloz da Web 2.0, é mais dinheiro ainda, a concorrência do Google foi as compras atrás de experiências que deram certo. O Yahoo já comprou o Flickr, site de compartilhamento de fotos, e o del.icio.us, onde usuários disponibilizam seus favoritos por pequenas fortunas. E agora o gigante da internet paga mais uma vez preço alto por ter dormido no ponto: ofereceu um bilhão de dólares pelo site de relacionamentos Facebook (www.facebook.com). Na ordem desta Web turbinada os primeiros largaram em último.

    Read more at www2.correioweb.com.br/...